Como o bom senso nos atrapalha na compreensão da ciência e do universo

Bom Senso em pílulas

Bom senso – Wikipedia: define a capacidade média que uma pessoa possui, ou deveria possuir, de adequar regras e costumes à determinadas realidades, e assim poder fazer bons julgamentos e escolhas.

 Bom senso – Discurso do Método – Descartes: é a capacidade de bem julgar e de distinguir o verdadeiro do falso que é propriamente o que denominamos bom senso ou razão, é naturalmente igual em todos os homens.

É sempre bom ter bom senso, ainda que como notou Descartes, parece ser a coisa mais bem distribuída do mundo, todo mundo pensa ter o bastante. Mas devido a forma como o bom senso se formou, a partir de pressões evolutivas em um ambiente natural relativamente simples, ele pode atrapalhar nossa compreensão da realidade, em especial aquela mais profunda descoberta pela ciência.

Muitas das ferramentas cognitivas que a evolução nos dotou tem essa dificuldade básica, servem a um propósito limitado, nos permitir sobreviver melhor que os concorrentes e se defender do ambiente. Nessa função, o bom senso nos ajudou muito e podemos notar que ainda hoje faz um bom trabalho.

O bom senso nos faz evitar chegar muito perto da beirada do abismo. Impede que se coloque a mão em um buraco na terra, sem verificar se pode ser a toca de um animal. Nos ajuda a decidir sobre riscos e sobre escolhas cotidianamente e, de modo geral, é uma ferramenta muito útil.

Mas o bom senso (as vezes chamado de senso comum, e aqui vou comprar uma briga com quem acha que são coisas muito distintas..:) também nos informa que, evidentemente, o Sol gira ao redor da Terra, que moscas surgem expontaneamente de sujeira, que a chance de ganhar na MegaSena com esta seqüência de números,  1-2-3-4-5-6 é muito menor que a de ganhar com esta outra seqüência, 12-23-26-34-45-51 (são as mesmas chances, pense nisso..:-), e mais um bocado de coisas que, sabemos agora, estão erradas.

Isso porque nosso bom senso é formado a partir de nossa experiência com o mundo, nossos sentidos, informações de terceiros, dados instintivos (mesmo humanos tem instintos), pesados de forma lógico-racional (ou quase isso), mas dentro das limitações dessas fontes, e ainda com os problemas e deficiências de nossos processos cognitivos/evolutivos.

E isso não é suficiente para compreender o universo. O processo científico em boa medida é justamente um esforço para escapar do bom senso, e produzir conhecimento que independam dele para serem validados. O que gera um tipo de conhecimento mais confiável.

Uma das frases negativas mais comuns quando se tenta explicar uma teoria científica se baseia quase totalmente no bom senso ou senso comum, algo como “ah, acho difícil acreditar nisso”. Muito comum especialmente quando se lida com a teoria da Evolução, mas também usada em outras áreas, como teoria da Relatividade, a teoria Eletromagnética, a teoria Microbiológica, etc.

É difícil acreditar, mas por que? Porque nosso bom senso atrapalha, faz considerações sem base real, mas apoiadas na forma como vemos o mundo, como evoluímos para ver o mundo.

Quando Pasteur propôs sua nova teoria, foi ridicularizado, afinal, como seres “invisíveis” e “microscópicos” poderiam não apenas causar mal a seres humanos, mas até matar? Ridículo, qualquer pessoa com bom senso percebe que é uma tolice. Quando Alfred Wegener propôs sua teoria da Deriva dos Continentes foi ridicularizado, afinal, continentes a vagar e se mover pelo planeta era contrário a qualquer bom senso.

Quando a vacinação começou a se estabelecer, foi ridicularizada (e considerada perigosa e absurda), afinal, fazer alguém receber pedaços de um micro-organismo para protege-lo desse micro-organismo é totalmente contrário ao bom senso.

Mas as evidências e o rigor com que se testam essas evidências, acabou por demonstrar a veracidade dessas hipóteses, de modo que se tornaram teorias (Apenas uma teoria link http://bulevoador.haaan.com/2009/10/06/apenas-uma-teoria/).

Causa e conseqüência

No ambiente em que evoluímos era importante, mortalmente importante, descobrir os efeitos de cada evento. Saber as conseqüências, procurar causas, era um aspecto importante para sobreviver, em nossa espécie. Não é de se espantar que nosso cérebro pense tudo em termos de causa e efeito. Até galinhas podem ser treinadas em caixas de Skiner para reconhecer padrões de causa e efeito (bique no circulo azul, ganhe um grão de milho). E não é de espantar que o argumento da “causa primeira” faça ainda tanto sucesso, afinal, parece ser algo que agrada nosso bom senso.

Mas por que parar na causa primeira? Por que não continuar e tentar descobrir quem deu causa a causa primeira? Porque nossa mente também não lida bem com o conceito de “infinito”, de recorrência infinita. Pelo que sabemos, por tudo que conhecemos, todas as coisas tem um fim, um limite.

A mecânica quantica provoca nossa mente ao apresentar eventos que não tem causa, e não tem limites. Flutuações quanticas no espaço vazio criam, e destroem, partículas, sem nenhuma causa ou possibilidade de previsão. Isso deixa nossa mente primata aflita, confusa, incomodada. Mas para a mecânica quantica, ou melhor, para o universo, isso é irrelevante. Se é assim que as partículas são, então é assim que elas são.

Números grandes, estatística e probabilidades

Evoluímos em um ambiente que nos forçou a lidar com quantificação. Não apenas nós, mas muitos animais tem noções de quantidade e número, como chimpanzés, golfinhos e papagaios. Mas é uma noção limitada, pois os números que temos de lidar no vida diária e para sobreviver, são limitados, e a estatística e probabilidade que podemos entender de forma intuitiva é restrita.

Então quando temos de lidar/avaliar números grandes, realmente grandes, ou com probabilidades e estatística, nosso bom senso numérico nos prega peças. Por exemplo, nos faz pensar que 1,2,3,4,5,6 é uma seqüência muito mais difícil de sair na MegaSena que qualquer outra, ou que eventos do tipo “um em um milhão” são milagrosos.

Um exemplo clássico que engana nossa capacidade de lidar com números e probabilidades é o famoso desafio das 3 portas. Não importa quantas vezes esta brincadeira seja apresentada, sempre causa uma polêmica e sempre, recorrentemente, termina com muitos dos leitores se recusando a aceitar a solução proposta.

São 3 portas em um programa de TV. Em duas delas, há um bode (simbolizando nenhum prêmio, não é um programa rural..:-) e em uma delas, um prêmio, que pode ser uma Ferrari, um milhão de dolares, uma casa, qualquer coisa valiosa.

O apresentador pede que o participante escolha uma das portas. Em seguida, depois de escolhida, digamos, a porta 1, ele abre uma das portas restantes, com um dos bodes. Ele sabe, claro, o que há em cada porta, então ele sabe qual tem o bode. Agora, cuidado. É preciso entender que esta porta aberta pode ser o bode “restante”, se o participante escolheu a porta com um dos bodes, ou apenas um dos dois bodes que existem, se o participante escolheu o premio corretamente.

Então o apresentador pergunta para o participante, se este quer mudar de porta (ou seja, escolher a porta restante, que o apresentador não abriu) ou ficar com a que escolheu inicialmente.

O que você, leitor, faria?

O bom senso leva a maioria das pessoas dizer que tanto faz. Que a probabilidade de ganhar não muda, que será de 50%, e que não importa se escolhe a outra porta ou não. E a maioria das pessoas estará enganada. Pense um pouco sobre isso, depois conversamos..:-)

Milagres

Milagres são eventos ou fatos extraordinários. Mas todo evento ou fato extraordinário é um milagre? Deveria ser evidente que não. Algo não ordinário pode ocorrer de vez em quando sem ser um milagre, no sentido mais aceito do termo.

Qual a probabilidade de ocorrer um milagre? Zero. É assim que se definiria um milagre, algo que não pode ocorrer, algo que viola uma lei física, algo que não ocorreria em nenhum período de tempo possível. Não algo que é improvável de ocorrer, ou mesmo muito improvável de ocorrer.  Porque algo improvável depende do número de eventos a ele relacionados, e se este for grande o suficiente, algo improvável se torna quase certo.

Ainda a MegaSena. A chance de uma seqüencia qualquer de 6 números sair é de 1 em 50 milhões (aproximadamente). Mesmo a improvável seqüência 1-2-3-4-5-6 tem essa chance de ser sorteada, 1 em 50 milhões. Mas o número de pessoas que joga é grande, imenso, o que torna a possibilidade de alguém ganhar alta. Não de uma determinada pessoa ganhar, que continua baixa, desprezível, quase nula, mas que alguém ganhar.

E é isso que acontece, de vez em quando, a cada dois ou três sorteios, alguém ganha.

Os milagres de cura, por exemplo, devem ser avaliados dessa forma, em relação a chance de alguém se curar, não deste ou daquele indivíduo determinado se curar. Mesmo os que creem em milagres sabem disso, e ninguém considera um milagre um paciente de resfriado que se cura, mas um paciente de câncer terminal aparentemente sim.

Entretanto, é o número de curas que importa nessa avaliação. Praticamente toda doença tem o que se chama de taxa de regressão natural, quando o próprio corpo descobre uma forma de vencer o problema. Em especial, no caso do câncer, que parece ser uma disfunção na capacidade natural do organismo de lidar/eliminar células desobedientes ou descontroladas (ver mais sobre apoptose no final do texto).

Mesmo um evento estatisticamente improvável, mas não impossível, como o surgimento de uma primeira molécula replicante depende apenas do número de eventos (químicos) e do tempo disponível.

Um milagre real seria o crescimento do dia para noite de um braço amputado ou um bule em órbita de Saturno. Mas, em ambos os casos, isso, se acontecer, será graças a tecnologia médica do futuro, não um milagre sobrenatural real.

Números, números e coincidências

Eu me sento em minha poltrona no avião, junto com mais 100 passageiros, e na conversa durante o vôo descubro que a pessoa a meu lado faz aniversário no mesmo dia que eu. Que coisa mais impressionante, rara, uma coincidência em um milhão, eu penso. Talvez até signifique algo, quem sabe?

Mas o que sabemos mesmo sobre coincidências, data de aniversário e probabilidades? Será tão raro assim encontrar outra pessoa que faça aniversário no mesmo dia que eu?

Meu bom senso numérico me diz que, sendo que existem 356 dias em um ano, a chance de encontrar alguém com minha data é de 1 em 365, o que é bastante raro.

Mas meu bom senso está errado. Para saber a chance de duas pessoas terem a mesma data de nascimento tenho de avaliar todas as pessoas envolvidas, todo conjunto de possibilidades.

E em 23 pessoas, a chance de duas terem a mesma data é de 50%. Isso mesmo, 50% de probabilidade de encontrar duas pessoas com a mesma data de aniversário em um grupo de apenas 23 pessoas.

Para um grupo de 57 pessoas, a chance é de 99% de duas delas terem a mesma data.

Portanto, no meu vôo hipotético, com 100 pessoas a bordo, não apenas duas delas devem ter a mesma data, mas é possível encontrar até duas duplas com essa coincidência.

Tomando os milhares de vôos que ocorrem diariamente pelo mundo, a chance de alguém se sentar ao lado de outra pessoa com a mesma data é praticamente uma certeza, que deve ocorrer diversas vezes por dia ao redor do planeta.

Como uma célula se tornaria um ser humano completo, não posso acreditar nisso!

Chegamos ao ponto máximo do problema com o bom senso, eventos e fenômenos que dependem de enorme volume de informação, complexa e difícil, para ser compreendido. Conhecimento que não está disponível para a maioria das pessoas, mas que é a base de muitas teorias científicas modernas, e que sustentam essas teorias de modo confiável.

Parte do problema é maior que o uso do bom senso, claro. Muitas das questões e objeções propostas a evolução derivam simplesmente da má compreensão da teoria. Por exemplo, como pode uma asa surgir em um peixe? Onde está o “macaco-lagarto”? Nesses casos, até o bom senso está correto..:-)

Asas não surgem em peixes (não asas de aves) e nunca houve um “macaco-lagarto”, o intermediário entre macaco e répteis. Nem a teoria da evolução afirma isso. Se esse é o problema único para aceitar a evolução, está resolvido, podemos todos continuar nossos estudos em paz.

O que a teoria defende é que em algum momento do passado existiu um antepassado em comum entre quaisquer duas espécies atuais. Por acaso, o antepassado em comum entre um primata/mamífero e um lagarto/réptil moderno deveria ser mais parecido com os répteis, mas isso é acidental.

E nunca uma asa ou qualquer estrutura complexa surgiu em uma espécie de uma hora para outra. Pequenos acréscimos, incrementos, pequenas variações, construíram asas em aves durante alguns milhões de anos.

Mas nosso bom senso, e nossa dificuldade com números e probabilidades, mais o volume de informação e dados necessário para contrabalançar esse bom senso, responde também pela inaceitação de teorias científicas. É difícil enxergar através dos milhões de anos do tempo geológico. Nosso padrão de tempo, de décadas, dificulta essa visão. Nosso bom senso nos leva a desprezar ou minimizar mudanças mínimas ou irrelevantes, que pensamos ser irrelevantes.

Um estudo importante para a teoria da evolução aconteceu nas ilhas Galápagos, as mesmas que inspiraram Darwin. Uma equipe de pesquisadores acompanhou por décadas a vida e morte (principalmente morte, que é a base da força seletiva) de tentilhões de uma das ilhas. Durante o estudo eles acompanharam um longo período de intensa seca, que forçou ao limite a sobrevivência dos tentilhões. Acostumados a se alimentar de pequenas sementes, a espécie foi forçada a procurar alimento alternativo, especialmente sementes maiores, mais duras.

Essa necessidade levou a importância do bico, especificamente do tamanho e força do bico, a se tornar primordial. Antes da seca, claro, já existiam variações de forma de tamanho, mínimas, mas que eram absorvidas no pool genético sem causar nenhuma mudança (como existe em seres humanos variações de tamanho, força, ossatura, etc).

Mas com a pressão da seca, a variação passou a ser importante, e os pesquisadores descobriram que a diferença entre os bicos dos tentilhões que sobreviveram e os que não sobreviveram era de meros meio milímetro.

Se a pressão se tornasse mais longa, se a seca se tornasse o padrão climático, a pressão faria o bico aumentar de forma significativa, e mesmo a mudar de forma imprevisível, de forma capaz de gerar uma nova espécie. Mas nosso bom senso nos leva a não dar importância a uma diferença de “mero” meio milímetro de bico.

Bom senso é importante, mas deve ser usado com cautela

Quando digo “nosso” bom senso, estou me incluindo também. Eu mesmo não posso evitar as sensações e os “conselhos” do bom senso embutido em minha mente. Eu olho a seqüência 1,2,3,4,5,6 e, claro, ela me parece muito mais improvável que qualquer outra. Também tomo cuidado com a beirada do precipício e também acho que o Sol realmente parece dar a volta na Terra.

Não devemos abandonar o bom senso, mas entender sua função e principalmente seu alcance. E entender que, confrontado com o rigor e a confiabilidade do conhecimento científico, ele perde sempre, tem perdido sempre, praticamente sem exceção significativa.

Se algo “não parece correto”, mas foi avaliado e corroborado pela ciência, a chance, probabilidade, que esteja correto, por mais que o bom senso diga que não, é alta. Se alguém apresentar um “argumento da incredulidade pessoal”, devemos entender a origem dessa incredulidade, e os limites e deficiências de basear conclusões e certezas nesse “bom senso”.

Uma forma de compreender melhor essa questão é compreender melhor o método científico, o rigor envolvido na produção de conhecimento científico, os mecanismos, protocolos e garantias que são utilizados nessa busca de conhecimento. E se somarmos a isso o entendimento, a compreensão de como nossa mente funciona, as forças e as deficiências dos processos cognitivos (estudos sobre mágica de palco, e o que acontece em nossas mentes quando submetidas a ela, é uma área em expansão), fica muito mais fácil se “defender” de nosso bom senso, e utiliza-lo apenas para aquilo em que ele é eficiente, analisar aspectos mais simples e mundados de nossa vida.

São muitas as ferramentas a nossa disposição, para entender o universo que habitamos. Bom senso, razão, lógica, mais a inteligência primata, e o rigor dos mecanismos de validação do método científico, que devem ser usados em conjunto, entendendo as virtudes e deficiências de cada ferramenta.

Homero

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As 3 portas

Primeira escolha:

* porta 1 – 1/3 de chance de não ter bode

* porta 2 – 1/3 de chance de não ter bode

* porta 3 – 1/3 de chance de não ter bode

Escolha feita:

* porta escolhida – 1/3 de chance de não ter bode

* as outras – 2/3 de chance de não ter bode (1/3 em cada uma)

Uma porta com bode é aberta (entre duas sobrando):

* porta escolhida – 1/3 de chance de não ter bode (nada mudou)

* porta restante (fechada) – 2/3 de chance de não ter bode

Conclusão:

Se escolher mudar de porta, terá mais chace de ganhar o prêmio que se escolher ficar com a primeira escolhida.

Se ainda não está convencido, pense em uma sequência de jogadas. Se em 12 jogadas completas (duas escolhas por jogada, primeira porta e troca de portas) você sempre trocar, vai ganhar 2 em 3, ou seja 8 vezes, se escolher não trocar nunca vai ganhar 1 em 3, ou seja, 4 vezes.

Se ainda tem dúvidas (e muitos tem) faça um teste real, crie as portas, peça ajuda a um amigo para distribuir os “premios” e joge 12 vezes (mais de uma vez, para evitar o viés acidental), e conte os acertos.

Há quem, mesmo depois de jogar, anotar os acertos e erros, e comprovar concretamente que é assim, ainda duvide. Isso porque nosso bom senso matemático, falho e limitado, é forte em nos convencer sobre sua avaliação do mundo..:-)

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Links para mais informações

Teoria da Deriva dos Continentes

http://pt.wikipedia.org/wiki/Deriva_continental

Microbiologia e Pasteur

http://pt.wikipedia.org/wiki/Microbiologia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pasteur

Vacinas

http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Jenner

Apoptose

http://pt.wikipedia.org/wiki/Apoptose

Paradoxo do Aniversário

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_do_anivers%C3%A1rio

Apenas uma Teoria

http://bulevoador.haaan.com/2009/10/06/apenas-uma-teoria/

Skinner

http://pt.wikipedia.org/wiki/Burrhus_Frederic_Skinner

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