Democracia

democraciaO que mostra que uma democracia é forte, estável, plena, não são as eleições. Nem a capacidade de eleger os melhores disponíveis em cada sociedade para cada cargo. Nem mesmo a lisura da votação. Todas essas coisas são importantes, mas acessórias. O que define uma democracia plena, sólida, é o dia seguinte.

A afirmação acima é apenas minha opinião, mas vou tentar defende-la com argumentos que acho que justificam essa afirmação.

Escrevo este texto no dia seguinte de uma eleição para presidente, senador, deputado federal e estadual. Muitos, eu inclusive, estamos desapontados, triste, espantados (bem, nem tão espantado assim no meu caso) e até deprimidos, com alguns dos resultados dessa eleição.

Pessoas daninhas, candidatos corruptos, candidatos que pregaram o ódio em toda campanha, candidatos homofóbicos, candidatos sem nada a oferecer a sociedade, e que, pelo contrário, vão tirar o máximo desta, sem dar nada em troca, foram eleitos, alguns com votação massiva, outros na “esteira” de um grande captador de votos sem nenhuma relevância. Ao mesmo tempo boas pessoas, bons candidatos, ficaram de fora, não conseguiram se eleger ou reeleger, e perdemos muito com isso.

Mas longe de ser um defeito da democracia, de uma democracia sólida e plena, esta é sua principal virtude, a capacidade de absorver  e gerenciar, equilibrar, forças que existem em toda sociedade, para o bem e para o mal, sem se desestruturar no dia seguinte a uma eleição. Continuar lendo

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