Extinções, inteligência e outros assuntos

  • Somos mesmo uma espécie “inteligente”? (dado que estamos “destruindo o planeta” e a “natureza”)
  • Uma nova extinção acabara com a Terra? (do tipo global, em massa)
  • Somos nós os causadores dessa “6ª extinção”? (antropos)
  • E se nos tornarmos como Vênus? (efeito estufa)

 

Muitas perguntas, assuntos complexos, e muita desinformação e alarmismo, os males do Brasil são (alguém reconhece a inspiração da frase?).

Ou do mundo na verdade. Cada uma dessas questões poderia resultar em livros, confer~encias, debates, pois são complexas e não tem solução simples ou respostas fáceis. Mas sempre se pode tentar dar uma ideia, apresentar uma visão das coisas, que estimule a continuar o debate e a procura por mais e melhores respostas.

Comecemos então pela primeira questão, somos mesmo uma espécie “inteligente”?

Sim, somos, a mais inteligente já surgida neste planeta. Isso certamente não significa a mais inteligente possível, e nem que atingimos o ápice dessa capacidade, apenas que, neste momento, somos a mais inteligente e sim, somos inteligente, muito.

O problema é que a pergunta em questão muitas vezes tenta usar o termo “inteligente” de forma imprópria, relacionada a aspectos de decisão e escolhas subjetivos, especialmente éticos e morais, o que não é legítimo em uma avaliação, material, racional e precisa da questão.

Uma das definições possíveis para inteligência (e só isso gera toda uma gigantesca discussão) é a capacidade de resolver problemas. Qualquer problema. E não necessariamente do modo “justo”, “ético” ou “certo”. Essas são avaliações, julgamentos de valor, que nada tem a ver com inteligência. É preciso inteligência para entender a física deste universo, a química, a biologia, etc, e criar tratamentos para curar o câncer, mas também é preciso inteligência para destruir uma cidade com uma única bomba.

Ambas as soluções para estes problemas exigem inteligência, do tipo que apenas nós, entre todas as espécies vivas e que já viveram, possuem.

Certo e errado, bom e mau são conceitos subjetivos humanos, sem absolutos, e dependem de como encara a solução de um problema, e não do problema ou da solução em si. Visões diferentes considerarão as soluções de forma diferente.

Outro ponto importante é considerar que nós, diferente da natureza, somos “maus”, destruidores, e que isso demonstra pouca inteligência. Isso não é real, não que não sejamos em alguma medida “maus” ou “destruidores”, mas que isso seja diferente de outras espécies e da natureza. Até a bomba atômica pareceu, de um determinado ponto de vista, uma solução “boa” ou “certa” para as condições dadas.

A natureza vermelha, em dentes e garras.

O aparente equilíbrio e harmonia da natureza é uma ilusão. Como os experimentos de Darwin demonstraram (Darwin não se resume a viagem a Galápagos, mas também inclui décadas de elaborados e minuciosos experimentos feitos em seu jardim e arredores – na TV Escola passa um programa chamado No Jardim de Darwin, excelente), a vida, mesmo no gramado de seu jardim, é brutal, uma guerra constante e violenta, cruel, de todos contra todos.

Se parece haver harmonia e equilíbrio é simplesmente porque essa luta termina quase sempre empatada, em uma corrida armamentista que ninguém vence, mas a maioria morre.

Todos os seres vivos se alimentam de outros seres vivos, e competem brutalmente mesmo entre os de sua própria espécie (a piada que define a evolução, dos dois turistas e o leão, no final deste texto). Dessa luta eterna e brutal surge este aparente equilíbrio natural. Sequoias gigantes teriam grande benefício em se manter em alturas menores, tamanhos menores, com grande economia de recursos, água, menor gasto energético, menos risco de quebrar , etc. Mas não tem escolha, devem ser as maiores árvores de cada geração, ou seus genes se perderão no pool genético. Em um ambiente de pequenas e ponderadas sequoias, qualquer gene que aumente a altura de um espécime um pouco terá mais sol, mais recursos, mais saúde e mais descendentes.

Se pudessem, se tivessem como, se tivessem, por exemplo, os recursos que seres humanos tem, todos os seres vivos se comportariam como as algas de maré vermelha, esgotando os recursos do ambiente até o suicídio final. Nenhuma espécie seria capaz de se controlar e “parar” antes, considerar os riscos e o futuro, e tomar outro caminho.

Não, na verdade existe uma espécie capaz de agir assim. A nossa. Em muitos países e sociedades as forças sociais já agem nesse sentido. Parques selvagens são criados e protegidos, lixo é reciclado, energias alternativas implementadas. Na Suécia, 97% do lixo é reciclado. Na Finlândia, energia eólica alimenta cidades.

Ainda é pouco? Certamente. Mas estamos entendendo os riscos e problemas de nossa situação há pouco tempo também. Antes da Era Industrial nada sabíamos sobre isso, porque ainda estávamos presos as limitações, cruéis e violentas, da natureza. Escapar do jugo natural foi o que nossa inteligência nos permitiu, e que nos levou onde estamos.

Sem a taxa de mortalidade infantil de 50%, sem a expectativa de vida de menos de 30 anos, sem as doenças que nos assolaram por milênios (e que hoje a maioria desconhece por terem sido controladas ou eliminadas), nossa espécie parou de morrer cedo e com facilidade e cresceu em números absolutos. E isso implica em alimentar e prover bilhões, e não milhares.

Para “equilibrar” isso, escapar das forças da natureza, mortais, e ainda assim não consumir os recursos do planeta, temos duas soluções. Ter menos filhos e manter rígido controle da população, bem como do consumo e extração de recursos, ou matar o excedente como faria a natureza.

Ou, como no momento, para alimentar todo mundo, agricultura de larga escala, industrialização plena, economia de massa e tudo mais. Não há alternativas além dessas. Não há mágica ou milagres.

Devido a fatores diversos, por exemplo as religiões, apenas recentemente pudemos focar no planejamento familiar. Com tempo podemos parar o crescimento populacional ou mesmo diminuir para um número razoável. Leva tempo mas será feito.

Será feito por termos atingido a capacidade de entender o problema e aplicar as medidas para isso, ou será feito pela natureza, com mortes aos milhões, de fome, doenças, catástrofes, mas será feito.

O que nos leva a outra questão, a extinção em massa, global.

Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos

Todas as pessoas que viveram até hoje pensaram estar vivendo em um tempo especial, único, importante e relevante. Hoje ou há mil anos (quando o mundo ia acabar, um evento realmente importante), é uma sensação comum, provavelmente derivada da forma como nossa mente funciona.

Em todas as épocas o sintoma mais visível são os muitos “fins do mundo”. Embora quase sempre de fundo religioso, as vezes pode tomar um padrão mais laico, mundano. Como o atual “fim do mundo” causado pelo aquecimento global, ou outra ação humana importante. Claro que os fins de mundo religiosos ainda são maioria mesmo hoje.

Dado o tempo geológico e a história humana, é bastante improvável que uma pessoa realmente viva no período do fim do mundo, qualquer um deles. Pense nos dinossauros, nos cento e tantos milhões de anos de sua existência, e em quantos realmente viveram no “fim do mundo” deles, no momento da queda do meteoro.

Um adendo, toda época é realmente especial, no sentido de ter eventos que só ela apresenta, e sim, eu me sinto feliz de viver nesta época especial, em que sabemos tanto sobre o Universo, e vivemos bem melhor que nossos antepassados. Mas é uma visão “especial” pessoal, menor, não cósmica ou absoluta.

Não é impossível que vivamos esse exato momento especial, mas é bastante improvável. Mas há um aspecto mais interessante, que me parece mais interessante: o que seria o “fim do mundo”, a “destruição da natureza” do ponto de vista cósmico, planetário, do Universo?

Em termos de ser “natureza” Vênus e Marte e Plutão e os planetas em órbita de Alpha Centauri são tão “natureza” quanto a Terra. Marte, seco e sem vida, é “natureza”.

A própria Terra é natureza em qualquer de suas muitas situações em relação a “vida” que a habita ou habitou nos últimos 4,5 bilhão de anos. Foi natureza quando apenas seres unicelulares existiam, ou quando foi uma “bola de neve” congelada quando apenas vida microbiana ou multiceluar simples no fundo do mar existia, e foi natureza quando nenhum gelo nos polos havia, e o mundo era quente e úmido, situação alias, mais comum em sua história que a que tivemos estes últimos milênios, com gelo nas calotas polares.

Assim, se a Terra aquecer e perder as calotas polares, ou esfriar e congelar, a natureza vai continuar a ser a natureza, sem se incomodar com isso. Microrganismos que vivem centenas de metros sob o solo continuarão a viver, sem se incomodar com isso.

Se extinções em massa acontecerem, como aconteceram antes, a Terra sobreviverá, na verdade nem se incomodará, e em alguns milênios, ou milhões de anos, milhares de novas espécies ocuparão os nichos deixados pelas que se foram. Ou não, não importa, para o planeta, ainda será a Terra, e ainda será “natureza”.

Alguma inteligente como nós? Não sei, pode ser improvável, um acidente raro. Não importa na verdade, para o planeta e a natureza.

Isso entretanto não quer dizer que tanto faz, que não devemos agir, ou tentar mudar a situação e “preservar o planeta”. Devemos, porque a atual situação do planeta, a atual versão da “natureza” é confortável para nós, seres humanos, e para as atuais espécies vivas, das quais dependemos bastante ainda.

Não somos uma espécie “monstruosa”, pelo contrário, somos, na média, mais preocupadas e mais nobres, no sentido de se importar com tudo isso, que a maioria das espécies. Estas apenas vivem, sobrevivem, fazem o que tem de fazer sem se preocupar com isso. Leões matam filhotes de gazelas sem pensar sobre isso. Parasitas devoram outros animais por dentro, vivos, sem pensar sobre isso.

Conceitos como honra, bondade, amizade, amor, certo e errado, são humanos, criações nossas.

Somos a forma de o universo compreender a si mesmo, nas belas palavras de Carl Sagan.

Claro que temos falhas, e indivíduos, grupos, sociedades, organizações, daninhas, cruéis, malignas. Mas temos compreensão disso, condenamos isso, lutamos contra isso. Vivendo no Brasil as vezes parece que as falhas superam as virtudes e que não há saída.

Mas existem lugares em que a situação é diferente, bem diferente. Lugares, como a Suécia, em que desde os sistemas políticos sociais, até os ambientais, tem recebido soluções otimizadas, de amplo alcance, e tem resultado em um baixo impacto no planeta sem perder a qualidade de vida das pessoas.

Uma extinção em massa, global, poderia afetar os seres humanos, com certeza. Mas a esta altura, a não ser que seja algo cósmico, sobreviveremos, e possivelmente nos adaptaremos as novas condições, e bem mais rápido que a maioria das espécies. Serão tempos difíceis, assustadores, talvez uma regressão aos tempos em que nossa expectativa de vida era de menos de 30, mas isso não nos impediu daquela vez, não sei porque nos impediria agora ou no futuro.

Nós, a Maré Vermelha global

Somos os responsáveis pelas mudanças globais do planeta? Tudo indica que sim. Fizemos isso porque somos naturalmente malvados e burros, que gostam de destruir sem pensar em consequências, diferente das outras espécies? Não, de forma alguma.

Não somos diferentes das outras espécies, não mais que elas são umas das outras. O que temos de diferente pode ser avaliado como “bem ou mau”, mas estes são julgamentos de valor subjetivos, humanos, conceitos criados por nós.

O problema, como sempre, é informação. Somente agora temos informação suficiente para entender o que ocorre com o planeta, e qual a causa (e qual a solução também). Julgar nossos antepassados, por exemplo os que fizeram a revolução industrial, por “não terem tomado as precauções contra o aquecimento global” não faz sentido.

Pelo que sabíamos, pelo que entediamos sobre o mundo nos milênios que levamos para criar nossa civilização, o mundo era o que era e pronto, nada mudaria isso. Por muito tempo, ainda “sabíamos” que este havia sido criado para nós, para que usássemos e pronto.

Nada sobre glaciações, sobre bilhões de anos, sobre clima ou correntes marinhas. Apenas um planeta inesgotável e abundante.

Também não estávamos “destruindo o planeta”, mas melhorando, absurdamente, as condições de vida das pessoas. Acabando com doenças, fornecendo alimento abundante (toda nossa história como espécie seguiu o padrão de todo ser vivo, fome a maior parte do tempo e comida de vez em quando), energia em larga escala, água, habitação, conforto, etc.

Nossa situação atual, de consumo e degradação do meio ambiente não é resultado de maldade ou estupidez, mas de exploração de recursos em níveis extremos, na tentativa de mudar a forma como nossa espécie viveu por milhares de anos: vida curta e com sofrimento.

Atualmente é difícil entender isso, entender como era a vida, digamos, na Idade Média, ou na Idade do Bronze, ou em qualquer outra época. Entender que qualquer cidadão hoje, da maior parte dos países, mesmo os pobres, mesmo os que dependem do INSS, tem melhor atendimento médico que a Rainha Vitória e todos de sua corte. Expectativa de vida maior que imperadores romanos, e menor mortalidade infantil que em toda Grécia antiga.

Tem, na verdade, mais recursos, mais conforto, menos dor e sofrimento, menos doenças, perdem menos filhos, que todos os nossos antepassados, mesmo os da nobreza, clero ou elite. Dormem em camas melhores, com menos parasitas, com mais tranquilidade que seus antepassados. Recebem água tratada em suas torneiras (e desperdiçam por ser “barato” e “fácil” lavando calçadas).

É para isso que os recursos naturais são extraídos, não por diversão ou maldade. E por isso é tão difícil “ajudar o planeta”, porque envolve abrir mão de muitas coisas que nos trazem conforto e segurança. Como detergentes, sabonetes, eletricidade, satélites, medicamentos, alimentos seguros e disponíveis rapidamente (caçar a própria comida, ou plantar, é extremamente trabalhoso), etc.

Sim, entendemos agora, recentemente, que dessa forma atingiremos níveis perigosos de degradação, e que precisamos fazer algo a respeito, se queremos manter o planeta confortável para nós e as atuais espécies. Salvar o planeta “para nosso conforto”, não porque ele precise de salvação.

Pode parecer que sou otimista, mas não é o caso. Sei que em boa medida, deixados “ao natural” nos comportaríamos como a Maré Vermelha, e nada nos impediria. Acontece que escapamos do “natural” e isso é nossa esperança. Podemos prever, entender causa e consequência, e escolher, egoisticamente, nos ajudar e tomar medidas de controle ambiental, como tem sido feito em países mais avançados.

No livro O Gene Egoísta Dawkins explica como comportamentos colaborativos, aparentemente altruístas podem ser gerados por “genes egoístas”, por pressões seletivas egoístas. Isso é mais fácil se em vez de forças cegas atuando em genes, forças intencionais, derivadas da compreensão dos efeitos e resultados, estiverem envolvidas.

Em um barco afundando, mesmo o sujeito mais egoísta do mundo vai ajudar a tirar água do fundo, se compreender que vai morrer também. Diferente do escorpião da fábula, seres humnos com capacidade de compreensão podem sim mudar ou contrariar sua natureza, por benefício próprio.

Evidentemente sempre haverão exceções, pessoas ruins, gente que escolhe o lucro rápido, mesmo que sustentado por dano extenso no ambiente, ou para outras pessoas, ou espécies. Estes terão de ser controlados, por força de lei e punições, não há outra forma. Tente levar um ramo de árvore ou uma pedra de um parque nacional americano, e será preso e processado. Jogue lixo na rua em uma cidade nórdica, e será multado de forma rigorosa. Suje o ambiente com sua fábrica, e será preso.

Mas no geral, pessoas tendem a colaborar, o que vemos mais frequentemente em tragédias e grandes dificuldades. Milhares se unem para enviar recursos, fazem doações, se dispõem a trabalho voluntário, etc.

Essa é a parte “boa” de nossa espécie, uma que poucas, ou talvez nenhuma outra apresenta.

Well, I’m your Venus

I’m your fire, at your desire

Well, I’m your Venus

I’m your fire, at your desire

                    – Shocking Blue

E se nos tornarmos Vênus? Ou seja, se o efeito estufa for irreversível, e extremo?

Primeiro, não sabemos o suficiente para afirmas nenhuma dessas possibilidades. Pode ser que seja reversível, mas mais ainda pode ser que seja dependente da própria vida na Terra, e nunca tenha ocorrido antes no planeta (em níveis extremos) justamente por essa interação, efeito/vida no planeta.

Aparentemente Vênus teve seu efeito estufa muito cedo, antes do surgimento da vida, e esta não pode mais surgir nessas condições. Na verdade nem isso sabemos com certeza, que não há vida em Vênus, mas é uma possibilidade forte que seja assim.

De toda forma voltamos a questão, salvar o planeta de ser Vênus “para quem”? Sabemos que a vida pode sobreviver nas condições de Vênus, temos microrganismos, extremófilos, que vivem nessas condições aqui na Terra. Provavelmente se levássemos um punhado deles para Vênus eles prosperariam e colonizariam boa parte do planeta.

Assim, embora o efeito estufa seja “péssimo” para nossa espécie, e para boa parte das que existem hoje, ela é excelente para outras, inclusive um dos cenários para Vênus, antes de sabermos mais sobre o planeta, eram selvas gigantes, permitidas pela possível alta concentração de gás carbônico e temperaturas elevadas. Pode ser que este cenário surja na Terra, causado por um efeito estufa extremo, mas controlado pelas próprias florestas que surgirem.

Eu certamente não gostaria que isso ocorresse, e farei o que for possível para evitar.  Espero que nossa espécie também atue nesse sentido, mas é preciso entender que, Vênus ou Terra, isso não tem nada a ver com “salvar o planeta” ou “a natureza”.

E que não somos a pior espécie do planeta, pelo contrário, até que somos uma espécie bem interessante, capaz de grandes feitos e até de agir no sentido de manter este planeta “estável” e confortável para as atuais espécies (como a nossa) que dependem dessa situação, momentânea, do clima.

Para concluir, volto a Carl Sagan, e sua visão de como somos uma forma do Universo entender a si mesmo.

Sem a humanidade, e sua capacidade de compreender o Universo, qual o significado da Terra, e de toda vida nela? Quando em 5 bilhões de anos o Sol engolir o planeta, para que serviria a vida, a “natureza”, as espécies, a vida e morte de todos os bilhões de bilhões de indivíduos que viveram aqui? Sei que nada disso precisa ter um significado, o Universo pode apenas ser o que é e nada mais.

Mas para mim, nossa capacidade de compreender o Universo, de sonhar com as estrelas, de, talvez, caminhar pela galáxia e além, é algo fascinante e inspirador. Se um dia formos capazes de transcender a tudo isso, ao próprio Universo, teremos justificado a existência deste.

Sim, é um sonho louco, quase insano, mas que me encanta e motiva. Minha espécie é capaz de coisas assim, insanas e motivadoras. Como diria o Sr. Spok, somos fascinantes.

Homero


Pressão evolutiva
Dois amigos caminham em uma planície africana, calor intenso, Sol de matar, e eles param para dar um mergulho em um lago.
Enquanto se refrescam veem um enorme leão se aproximar deles, aumentando a velocidade enquanto caminham.
Os dois saem apavorados e um deles começa imediatamente a correr em direção a algumas árvores distantes, enquanto o outro para para colocar os sapatos.
O que corria para e grita:
– Pare com isso, não vai conseguir correr mais que o leão só porque colocou os sapatos!
E o outro responde:
– Não preciso correr mais que o leão, só preciso correr mais que você!

No Jardim de Darwin
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